quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Há dores...


Há dores que nos surpeendem, achamos saber administrá-las, conseguir superá-las, mas elas vêm e nos provam o contrário. Dizem que é no momento da perda que você conhece o valor de algo para sim, acredito que não. O valor você sempre conheceu, e por mais que tenha tentado fazê-lo, em alguns momentos a segurança de “ter” não deixou-o expressar como gostaria. Há dores que nos sufocam, mas somos obrigados (e algumas vezes sozinhos) a suportá-las e em certos aspectos por imposição própria, porém necessária. Há dores que nos consomem, exaurem as forças, nos deixam em choque emocional. Se pudéssemos gritar ao mundo socorro, se cada lágrima advinda dessas dores se convertessem em flores, certamente teríamos um caminho mais fácil de suportar.
E existe “aquela” dor que além das palavras, silencia as ações, vai até a nossa alma. Não há lágrimas que amenizem, travesseiro que conforte,  a dor que nos faz perder-nos em devaneios na tentativa de camuflar a realidade. Há dores que de fato não são exageros, excedem as nossas forças...para essas...é reservado o tempo e a complacência de Deus, pois nem rios de lágrimas são capazes de arrancar impiedosa dor do nosso coração.

3 comentários:

  1. Ela é triste,dolorosa,mas,enfim,necessária.Como detectaríamos a alegria se esta n/ for confrontada c/ a dor? bjs

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  2. É verdade Miriam querida...algumas dores nos são necessárias.

    Beijões @}-;--

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