terça-feira, 29 de março de 2011

Normais...

Normais levantam, reclamam, vestem, irritam-se,
xingam e cumprimentam sempre da mesma forma.
Dão as mesmas respostas para os mesmos problemas.
Tem o mesmo humor no serviço e em casa.
Petrificam sorrisos no rosto, dão presentes sempre nas mesmas datas.
Enfim, Tem uma vida estafante e previsível.
Fonte para vazios e enfados.
Normais não surpreendem, não encantam.
Deus, livra-me dos normais!

(Augusto Cury)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Amor...indiferente amar...


Amor...Indiferente amar

Anda-se banalizando o sentido da expressão “eu te amo”, será que em todas às vezes proferidas essas 3 palavrinhas realmente tem o significando que deveriam? Creio que não! Deve ser por isso que haja poucos amores intensos e verdadeiros nos dias atuais. Nunca transforme a frase "eu te amo" em uma coisa banal, diga-o somente quando realmente aquela vontade absurda lhe vier, ou então quando lhe derem razões para isso. Existem milhares de maneiras significativas de expressar seus sentimentos.
Diferente do que dizem o contrário do amor não é o ódio e sim a indiferença.
Quando você odeia, de certa forma canaliza suas energias na pessoa odiada. Para odiar alguém precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações por piores que sejam, precisamos de um coração ainda que frio, e raciocínio ainda que doente. Odiar dá rugas no rosto, angústia no peito e noites mal dormidas, já a indiferença por sua vez deixa o recado no próprio nome: não quero saber, sua presença e ações não importam para mim. Talvez esse seja o maior desafio do amor, e a dor mais aguda que o coração possa sentir. Para sermos indiferentes não precisamos de nada, não estamos nem aí, não julgamos seus atos, ignoramos sua presença e nem nos damos conta de sua ausência. Na indiferença o outro não existe ou não é percebido... Pode estar aí a causa de haver tantos corações frustrados, que encontram na indiferença do ser amado um motivo para o ódio, sentimentos de vingança, ou pior...se jogam de uma ponte, pulam do 11º andar por alguém. Isso seria amor? Não! Eu diria falta de amor, de “amor próprio” sendo mais específica. É preciso amar-se antes de tudo, não dá para abraçar o mundo, exigir das pessoas, sem exigir e abraçar a nós mesmos.


Com licença poética, versos de Silvana Dorta:

“Me devolver o sol
Me presentear novamente com o brilho da lua
Me fazer repousar ao cheiro das flores
Novamente me fazer voar
Reatar minhas forças pra lutar
Colocar em minhas mãos , o segredo da felicidade
Me representar no amor
Me fazer uma pequena mulher em uma guerreira amante do amor
Devolver meu brilho no olhar
Me amar”
 (...)

 
AMOR, esse nobre sentimento queridos leitores, foi feito para todos, mas poucos são os que têm pureza de coração e humildade para possuí-lo...odiar qualquer um pode, mas amar só os “diferentes” não os indiferentes.
Ter maturidade para entender e aceitar as etapas da vida são atitudes de pessoas formadas por e para o amor, que não precisam ser ou sofrer por indiferença, porque são muito bem resolvidas e certamente só usarão “EU TE AMO” quando o sentir realmente.
  
“Não há metade do coração. 
Ou todo o amor ou toda a indiferença (...)”
(Camilo Castelo Branco)

Beijos com carinho!!!

*Confira a postagem original" no Arte & Cultura.

terça-feira, 22 de março de 2011

Caminhos do coração...



E...achava ter-se perdido, mas

descobriu que o caminho,

quem faz é o CORAÇÃO!

(Samyra Almeida)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Doce Nostalgia...

"A saudade é um sentimento do coração que vem da sensibilidade e não da razão."
(
Dom Duarte)




Manhã serena que se abre para um novo dia, pássaros a gorjear, o ar estava um pouco frio, perfumado, aconchegante. Os primeiros raios de sol adentram pelas frestas da janela. Os movimentos graciosos das folhas ao vento faziam com que as cores do dia mudassem de cobalto. Meus olhos queriam beber profundamente de toda beleza possível. Um dia perfeito, maravilhoso...para ficar deitada curtindo um pouco de preguiça, para saborear uma reminiscência que a memória conserva. 

Hoje senti algo diferente, um grande palpitar, como se faltasse um pedaço de mim, como se fosse um momento único para viver...ou...reviver. Prendi a respiração por segundos enquanto meu coração se aconchegava nas lembranças ora despertadas.
A linha tênue perde seu valor, misturando presente e passado.
Há no ar aquele cheirinho que remete lembrança, um déja vu de emoções, aquela SAUDADE de algo ou alguém, um momento, uma infinitude de sensações que incendeiam cabeça, corpo e coração, que escarnece e enaltece as vontades, que dissimula desejos e querer.

Háaa...doce nostalgia! Que vem não sei de onde, chega não sei por que. Rasga meu peito de inquietude, de um bem mais que querer. Como é bom sentir-te, és como um rio que deságua em mim, contigo trás alegrias de bons momentos vividos que iguais não passarei jamais, da unicidade de cada segundo que só tua presença pode me proporcionar. Como pode essa ausência não doer? E quem disse que saudade tem sempre que doer?
Há distantes tão perto e presentes tão distantes que realidade se confunde com vontade.
Às vezes só a simples lembrança é capaz de preencher.
Lágrimas que rolam de amor, carinho e sem pudor deslizam por entre a calmaria da nostalgia.
A noite chega, e sob a luz do luar fico imaginando onde estás ô DOCE NOSTALGIA...vá com Deus, mas, não esqueça: 
volte logo a me visitar!

(Samyra Almeida)

*Fragmento de "Inefáveis Sentimentos" no Arte & Cultura.



quarta-feira, 16 de março de 2011

Ilusões...


Corres das vontades, 

dos desejos, 

em palavras balbuciadas a mim, 

no intuito de convenceres a ti.

(Samyra Almeida)

terça-feira, 15 de março de 2011

Sentido...

"Nada do que vivemos tem sentido,

   
se não tocarmos o das pessoas!..."
    (Cora Coralina)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Eu, coração...


        É um grande prazer dividir, de maneira muito especial, um pouquinho de minha essência.
       Não possuo o dom das palavras (certamente), mas em cada frase há uma enorme e desejosa vontade em dar o melhor de mim com versos simples e humildes, com palavras de APRENDIZ que é quase toda coração.

 
"Tudo quanto se destina a surtir efeito nos corações, 
do coração deve sair."
(
Johan Wolfgang Von Goethe)
  


Eu, coração

De atitudes insólitas e sentimentos inefáveis
coração ardente, pulsante, num compasso em descompasso do acaso
VOU VIVENDO.

Se sei por que,  não entendo
no bater vibrante, por vezes errante, desconcertante
as horas passam sem passar.
Espero algo que nunca chega,
mas me aconchega no doce pesar, esperar.

Encontro-me em meus desencontros,
perco-me querendo achar.
Sou força e fraqueza,
mulher que brinca de boneca,
menina guerreira que nunca deixa de sonhar.

Ô coração astuto!
Tem mania de querer ter vontades.
Não sabes que mando em ti?
Ou serás tu que mandas em mim?

Não há como contradizer-te
és temperamental.
Se queres, grita, incomoda,
e nem se importa se me fazes mal.
Melhor sucumbir a teus desejos
e não perder o prazer do bem viver.


De fadiga e cansaço
deixo meu suspiro sair.
Ô tempo implacável
leva essa carga e não a deixes voltar.

Conheço-te completamente
então porque se escondes de mim
coração?
Quero mostrar-lhe um descanso sublime e amplo.

Porque sou forte,
Estou perto.
Sou a paz que despedaça teus temores secretos.
Sou a única que conhece os teus desejos.

És livre,
Usa a imaginação.
Solta tuas asas.
Atinge teu limiar.
Mas, luta sempre,
e sempre.

...Porque és meu EU
CORAÇÃO....

(Samyra Almeida)


*Confira a postagem original" no Arte & Cultura. 

 

sexta-feira, 4 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Arma do olhar...





Não há batalhas que não ouso travar,
sou munida de grandes armas,
carrego a força no olhar.

(Samyra Almeida)    

*Fragmento de "Inefáveis Sentimentos" no Arte & Cultura.